quarta-feira, 11 de junho de 2014

Boa sorte, Brasil


José Pereira dos Santos, no Boletim Eletrônico da Agência Sindical


Começa a Copa do Mundo. Eu, como tantos milhões de brasileiros, vou torcer por uma competição de alto nível e, claro, pela vitória da Seleção Brasileira. Também vou torcer para que a Copa transcorra em paz, porque devemos, mais do que nunca, valorizar o esporte como meio de aproximar povos e superar diferenças artificiais.
Já se falou muito sobre a Copa no Brasil. Eu não sou contra os que criticam o evento e também me incluo entre os que defendem mais investimentos em saúde, educação, saneamento básico e em infraestrutura. Porém, quando se examina a organização da Copa, sem radicalismo, se constata que uma coisa não exclui a outra.
Há sete anos, quando se decidiu pela Copa no Brasil, governo, Fifa, CBF e demais parceiros conceberam um projeto ambicioso, a fim de deixar um legado. O jornal Valor Econômico, da segunda (9), traz um balanço parcial. Cito alguns números:
- A Copa tende a atrair 4 milhões de turistas (que devem movimentar mais de R$ 6 bilhões);
- A rede hoteleira ergueu 70 novos empreendimentos, agregando cinco mil quartos;
- A capacidade dos aeroportos cresceu 36%;
- Nosso parque esportivo, que estava parado no tempo, foi renovado, com alta tecnologia e avanços da engenharia nacional.
O jornal diz, textualmente, em sua primeira página: “Houve erros, atrasos e má gestão. Mesmo assim, as demandas impostas pela Copa movimentaram meios de produção e recursos de forma singular no País. E muitos benefícios serão apropriados pela população”.

A Copa do Mundo, assim como as Olimpíadas, faz parte dos grandes negócios capitalistas mundiais da atualidade. É um evento que movimenta enorme massa de dinheiro, atrai turistas, estimula empreendimentos, gera obras, amplia empregos, enseja desenvolvimento.

Como futebol é paixão, as discussões ocorrem apaixonadamente. Aliás, isso também aconteceu no período pré-Copa de 1950, quando a construção do Maracanã foi duramente contestada, inclusive pelo líder direitista Carlos Lacerda.

Estamos em ano de eleição, em que a disputa tende a ser agressiva. A Copa ocorre nas vésperas do início oficial das campanhas. Por sua própria natureza, a disputa eleitoral divide pessoas. Já a Seleção tem o dom de agregar. É momento, portanto, de sermos mais brasileiros, torcendo, irmanados, pelo sucesso de Felipão e dos nossos craques.

Boa sorte, Brasil!
José Pereira dos Santos é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e região

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