O consumo de frutos secos protege o coração, reduz a
gordura visceral e pode ainda diminuir o risco de diabetes e câncer
por Drauzio Varella
—
na Carta Capital
Em estudos prospectivos, o consumo de frutos secos reduz o risco de
diabetes, síndrome metabólica, câncer de cólon, hipertensão arterial,
diverticulite, cálculos na vesícula e morte por doenças inflamatórias.
Pesquisadores americanos publicaram no The New England Journal of Medicine uma análise sobre a relação entre a ingestão de frutos secos e a mortalidade geral. Acompanharam durante 30 anos os participantes de duas grandes coortes americanas: o Nurses’s Health Study (NHS), que envolve 121.700 enfermeiras, e o The Health Professionals Follow-up Study (HPFS) com 51.259 homens.
A cada dois a quatro anos, os participantes recebiam questionários que solicitavam informações sobre o estilo de vida, a dieta e a frequência com que consumiam uma porção (28 gramas) de frutos secos.
Os entrevistados que incluíam mais frutos secos na dieta geralmente eram mais magros, ingeriam mais frutas e vegetais, bebiam mais álcool, fumavam menos e faziam mais exercícios. No período, ocorreram 6.200 óbitos entre as mulheres do NHS e 11.229 entre os homens do HPFS.
A análise multivariada revelou que o consumo de frutos secos foi inversamente proporcional à mortalidade. Consumir sete ou mais porções por semana provocou queda de 20% do número de mortes no período.
A mesma associação inversa foi encontrada para as causas de óbitos mais comuns, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer. Em todos os subgrupos avaliados, quanto mais frutos secos mais baixa a mortalidade.
Por terem alto teor calórico, poderíamos supor que os frutos secos facilitassem o ganho de peso. Nas duas coortes analisadas, no entanto, os consumidores eram mais magros e tinham menor circunferência abdominal.
Frutos secos são ricos em gorduras insaturadas, proteínas, fibras, vitaminas (ácido fólico, niacina e vitamina E), minerais (magnésio, potássio, cálcio) e fitoquímicos (flavonoides, carotenoides e fitoesteróis), substâncias dotadas de propriedades cardioprotetoras, anticarcinogênicas, anti-inflamatórias e antioxidantes.
Embora esse estudo não prove definitivamente que exista uma relação de causa e efeito entre mortalidade mais baixa e a ingestão de frutos secos, é mais uma das diversas publicações de que a associação provavelmente exista.
Acho que há evidências suficientes para incluirmos em nossas dietas uma porção de mais ou menos 30 gramas diárias.
Pesquisadores americanos publicaram no The New England Journal of Medicine uma análise sobre a relação entre a ingestão de frutos secos e a mortalidade geral. Acompanharam durante 30 anos os participantes de duas grandes coortes americanas: o Nurses’s Health Study (NHS), que envolve 121.700 enfermeiras, e o The Health Professionals Follow-up Study (HPFS) com 51.259 homens.
A cada dois a quatro anos, os participantes recebiam questionários que solicitavam informações sobre o estilo de vida, a dieta e a frequência com que consumiam uma porção (28 gramas) de frutos secos.
Os entrevistados que incluíam mais frutos secos na dieta geralmente eram mais magros, ingeriam mais frutas e vegetais, bebiam mais álcool, fumavam menos e faziam mais exercícios. No período, ocorreram 6.200 óbitos entre as mulheres do NHS e 11.229 entre os homens do HPFS.
A análise multivariada revelou que o consumo de frutos secos foi inversamente proporcional à mortalidade. Consumir sete ou mais porções por semana provocou queda de 20% do número de mortes no período.
A mesma associação inversa foi encontrada para as causas de óbitos mais comuns, incluindo doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer. Em todos os subgrupos avaliados, quanto mais frutos secos mais baixa a mortalidade.
Por terem alto teor calórico, poderíamos supor que os frutos secos facilitassem o ganho de peso. Nas duas coortes analisadas, no entanto, os consumidores eram mais magros e tinham menor circunferência abdominal.
Frutos secos são ricos em gorduras insaturadas, proteínas, fibras, vitaminas (ácido fólico, niacina e vitamina E), minerais (magnésio, potássio, cálcio) e fitoquímicos (flavonoides, carotenoides e fitoesteróis), substâncias dotadas de propriedades cardioprotetoras, anticarcinogênicas, anti-inflamatórias e antioxidantes.
Embora esse estudo não prove definitivamente que exista uma relação de causa e efeito entre mortalidade mais baixa e a ingestão de frutos secos, é mais uma das diversas publicações de que a associação provavelmente exista.
Acho que há evidências suficientes para incluirmos em nossas dietas uma porção de mais ou menos 30 gramas diárias.
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