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Ilustração: Bira/Fup |
O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) aprovou
nesta segunda-feira um indicativo de greve geral de 24 horas para 10 de
junho. Conforme informa a convocatória da entidade sindical, "esta data
marcará a primeira grande mobilização nacional que as frentes Brasil
Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel
Temer". O objetivo da paralisação da aguerrida categoria será denunciar
"os ataques à Petrobras, ao pré-sal e aos direitos e conquistas da
classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas".
Ainda segundo a nota, "as medidas econômicas do governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. É retirar direitos da classe trabalhadora, arrochar os salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar as empresas públicas, entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas. Estas medidas atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe".
A greve nacional dos petroleiros também servirá como denúncia à nomeação de Pedro Parente para a presidência da Petrobras. Conforme alerta a FUP, em carta dirigida ao conselho da estatal, este gestor "responde na Justiça a ação por improbidade administrativa, que causou prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à companhia". A indicação de Michel Temer ainda não foi aprovada, mas causa temores entre os petroleiros e os acionistas da empresa. "Se isso realmente se confirmar, será a desmoralização do Conselho de Administração e do chamado 'teste de integridade', ao qual Parente deve ser submetido, como determina o estatuto da Petrobras" - afirma a carta, assinada pelo coordenador-geral da FUP.
Ainda segundo a nota, "as medidas econômicas do governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. É retirar direitos da classe trabalhadora, arrochar os salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar as empresas públicas, entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas. Estas medidas atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe".
A greve nacional dos petroleiros também servirá como denúncia à nomeação de Pedro Parente para a presidência da Petrobras. Conforme alerta a FUP, em carta dirigida ao conselho da estatal, este gestor "responde na Justiça a ação por improbidade administrativa, que causou prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à companhia". A indicação de Michel Temer ainda não foi aprovada, mas causa temores entre os petroleiros e os acionistas da empresa. "Se isso realmente se confirmar, será a desmoralização do Conselho de Administração e do chamado 'teste de integridade', ao qual Parente deve ser submetido, como determina o estatuto da Petrobras" - afirma a carta, assinada pelo coordenador-geral da FUP.
"O ex-faz tudo de FHC"
De fato, Pedro Parente não seria aprovado por qualquer "teste de
integridade". Até a Folha tucana, ao noticiar a sua indicação pelo
"presidente interino", tratou o gestor como o "ex-faz-tudo de FHC" - ou
seja, como capacho do grão-tucano entreguista e privatista. Conforme
registrou a reportagem, Pedro Parente "teve cargos importantes nos
governos Sarney e Collor. Com FHC, foi secretário-executivo do
Ministério da Fazenda, ministro do Planejamento e da Casa Civil. Ele foi
também o chefe do 'Ministério do Apagão', grupo criado na crise
energética de 2001, que derrubou a economia e a fama de bons gestores
dos tucanos". Com as quatro derrotas presidenciais do PSDB, Pedro
Parente virou presidente do grupo de comunicação RBS, afiliado da TV
Globo, e da multinacional Bunge.
Agora, com o Judas Michel Temer, o "ex-faz-tudo de FHC" volta ao governo
num cargo estratégico para a soberania do Brasil. Privatista convicto,
ele terá a missão de agilizar o plano dos entreguistas, detalhado no
documento "Ponte para o futuro" do PMDB, de entregar o pré-sal às
multinacionais do petróleo. Ele também não vacilará em reduzir os
investimentos na Petrobras, preparando o terreno - sempre sonhado pelos
tucanos - para reduzi-la a uma "Petrobrax". Como alerta a carta ao
conselho de administração, "a indicação de Pedro Parente coloca em risco
o futuro e a credibilidade da empresa".
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