Altamiro Borges, em seu blog
No caso do "humorista" Danilo Gentili, um reacionário convicto e recalcado, a ação do Instituto Lula poderá resultar em duras punições. Vale conferir a nota à imprensa da entidade:
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Instituto Lula pede explicações a Danilo Gentili perante a Justiça
O Instituto Lula protocolou, nesta quinta-feira (13), um pedido de interpelação judicial contra o apresentador de TV Danilo Gentili. Em seu perfil pessoal no Twitter, o pretenso comediante ironizou o ataque a bomba sofrido pelo Instituto no fim de julho ao afirmar que o atentado teria sido “forjado” para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se “fizesse de vítima”.
Gentili concluiu sua fala grosseira com a afirmação de que o resultado do ataque teria sido que as pessoas lamentarem o fato de a bomba não ter atingido o ex-presidente. Há duas semanas, a Polícia Civil investiga o atentado, ainda sem resultados.
A interpelação judicial é um procedimento anterior à ação judicial, com o objetivo de oferecer a Gentili a oportunidade de explicar suas palavras, provar suas afirmações ou se retratar. Os advogados do Instituto apresentaram seis perguntas que gostariam de ver respondidas por ele:
- A conta @DaniloGentili pertence ao suposto humorista?
- O comentário publicado nesse perfil é de autoria de Gentili?
- Mais alguém participou da elaboração desse comentário?
- Gentili tem algum elemento de prova de que o atentado ao Instituto teria sido forjado? Se sim, qual?
- Qual foi a intenção de dizer que o atentado foi forjado?
- Gentili confirma o comentário ou gostaria de se retratar?
A partir da resposta do apresentador serão avaliadas as possibilidades de processo cível ou criminal contra Gentili.
José Chrispiniano e Gabriella Gualberto - Assessoria de Imprensa do Instituto Lula
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Na semana passada, a entidade já havia ingressado com três queixas-crimes contra caluniadores. "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, abriram três queixas-crime contra autores de calúnias contra eles. Os alvos das medidas judiciais são o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB), e os repórteres da revista 'Veja' responsáveis pela reportagem de capa da edição de 25 de julho passado", informou o Instituto Lula em nota publicada em 6 de agosto, que detalhou as ações judiciais:
"O ex-presidente
é autor de queixa-crime contra Robson Bonin e Adriano Ceolin,
repórteres de 'Veja'. Eles são autores das reportagens de capa da edição
nº 2436 da revista, em que pretensa reportagem afirma que uma delação
premiada estaria próxima de envolver Lula na Operação Lava Jato. Aquele
que seria o autor da delação, o empreiteiro Leo Pinheiro, negou
integralmente as informações no mesmo dia da publicação de 'Veja' por
meio de nota de seus advogados, e o texto não expôs nenhuma evidência
concreta para sustentar as afirmações difamatórias que publicou e
divulgou com grande estardalhaço por meio de publicidade física e nas
redes sociais".
Já em
relação ao deputado, a ação se refere às mentiras do tucano em
entrevista ao programa de rádio "Bom dia Divinópolis", em fevereiro de
2015. Na ocasião, Domingos Sávio afirmou que o filho do ex-presidente
enriqueceu de maneira ilícita e possui fazendas. A decisão de mover a
ação penal foi tomada depois que o parlamentar teve oportunidade de se
retratar perante o Supremo Tribunal Federal (STF), mas preferiu insistir
em divulgar mentiras contra o filho de Lula. Já o prefeito de São
Carlos, Paulo Altomani, publicou mentiras em sua página no Facebook,
afirmando que o BNDES "financia a Frioboi, que pertence ao Lulinha, e
paga cachês milionários para o ator Tony Ramos para vender em rede
nacional sua carne financiada com recursos de saúde educação".
A
conferir como irão se comportar Danilo Gentili e os bravateiros
tucanos. Será que eles seguirão o exemplo do valentão Ronaldo Caiado.
Segundo o blog "Diário do Centro do Mundo", o ruralistas do DEM já
ensaia um recuo temendo as consequências das suas calúnias. "Caiado
chamou Lula de 'bandido frouxo'. Lula foi à Justiça. Caiado terá que se
explicar num processo no STF cujo relator é Fachin. Ao jornalista Lauro
Jardim, da Veja, ele disse qual vai ser sua linha de argumentação. Tente
encontrar alguma explicação para o 'bandido frouxo'. Não há nenhuma. É
um caso clássico em que a resposta não tem nada a ver com a
pergunta. Eis o que afirmou Caiado a Lauro Jardim:
"Saí
em defesa dos manifestantes que se preparavam a ir às ruas no dia 15 de
março. Vou exercer o meu direito de defesa e reiterar o que sempre
disse: como um dos líderes da oposição no Senado Federal não admitirei
qualquer tentativa de intimidação do cidadão brasileiro ao seu direito
de se manifestar por movimentos supostamente sociais ou milícias ligadas
ao PT". O que tudo isso tem a ver com "bandido frouxo"? O argumento de
Caiado faria sentido apenas caso o relator de seu processo fosse Gilmar
Mendes".
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