sábado, 5 de setembro de 2015

Nassif denuncia golpismo da Lava Jato

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O penalista argentino, Raul Zaffaroni, estava certo: a Lava Jato não pode ser comparada a Operação Mãos Limpas, porque a Lava Jato é uma operação de golpe de Estado.
A Lava Jato pegou corruptos de verdade, e poderia ser usada para o bem, mas usou as delações de maneira criminosa, direcionando-as para um lado, manipulando-as, em alguns casos até mesmo distorcendo as palavras dos bandidos, e, sobretudo, promovendo vazamentos criteriosamente seletivos para os órgãos de imprensa histericamente partidários, como Veja, Estadão, Folha e Globo.
Até agora não foi explicado porque, às vésperas das eleições do ano passado, aconteceram apenas os vazamentos (inclusive vazamentos mentirosos, nos quais se distorceu as palavras dos delatores) que prejudicavam Dilma Rousseff, e todos os vazamentos que poderiam afetar Aécio Neves foram rigorosamente escondidos.
Os advogados dos delatores são indicados pelos próprios procuradores, o que é notoriamente um vício.
Primeiro foi aquela Beatriz Catta Preta, advogada de vários delatores, outra irregularidade.
O mesmo advogado para vários delatores aumenta exponencialmente o risco de delações forjadas, armadas, combinadas, em conluio com os próprios procuradores.
Depois do estranhíssimo caso de Catta Preta, que resolveu abandonar seus clientes e fugir para Miami, onde criou uma empresa, temos o caso de outro advogado suspeito.
O novo "campeão das delações premiadas", Marlus Arns, foi indicado pelos próprios procuradores e igualmente advoga simultaneamente para vários réus.
Trecho de reportagem publicada há alguns dias, na Folha, sobre a Lava Jato:
"Cria-se um relacionamento de confiança. Não tenho dúvida de que os próprios procuradores indicam advogados para fazer delação", afirmou um criminalista que também atua na Lava Jato."
Mais grave ainda: esse novo campeão das delações é parente do vice-governador do Paraná, que é do PSDB.
Conforme a Lava Jato avança, seus métodos se revelam cada vez mais ilegais.
O seu caráter linchatório e seletivo, em cumplicidade com uma mídia profundamente partidária, se acentua cada vez mais. Analisando um artigo de Joaquim Falcão, jurista do FGV que se tornou o novo ventríloquo da mídia, Luis Nassif destrincha outra série de irregularidades na operação conduzida pelos procuradores do Paraná.
O blogueiro menciona ainda, en passant, que os procuradores decidiram atacar o setor elétrico e nuclear logo após voltarem de uma estranhíssima viagem aos Estados Unidos, onde foram pedir às autoridades americanas apoio em sua cruzada contra empresas brasileiras.
Além de ser golpe de Estado, a Lava Jato ainda tem esse lado sinistro, de exalar um cheiro fortíssimo de intervenção imperialista.
Debilitou-se as grandes empresas nacionais de engenharia, para abrir espaço às estrangeiras, e Othon Pinheiro, o maior cientista nuclear brasileiro, um idoso de 77 anos, está sendo mantido preso sem provas, sob o peso de acusações absolutamente ridículas.
A última patacoada de Sergio Moro foi encontrar uma página na internet, e usar isso como motivo para manter encarcerado, ilegalmente, um heroi nacional.

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