Ungido a "imortal" pela midiática Academia Brasileira de Letras (ABL),
Merval Pereira também será "imortalizado" no futuro pelas previsões
furadas que obra no jornal O Globo. Nesta terça-feira (3), no artigo
intitulado "O começo do fim", o colunista tucano profetizou que o PT
está perto da ruína final. Radiante com a eleição de Eduardo Cunha para a
presidência da Câmara Federal, ele garante que a vitória do renomado
lobista representa "mais uma etapa da desconstrução da hegemonia
petista". Num passado não tão distante, Merval Pereira bajulava o demo
Demóstenes Torres, que depois foi cassado no Senado por suas ligações
intimas com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Agora, ele vibra com a
vitória do peemedebista "rebelde" e não esconde a sua torcida pelo
"começo do fim" do PT.
Segundo o servil porta-voz da famiglia Marinho, "com o
alijamento do partido das principais funções da Câmara, como
presidências de comissões ou postos na nova direção da Mesa", o PT
"transformou a maioria megalômana que o governo teria teoricamente na
Câmara em minoria de 136 votos, menos de 1/3 do plenário. O governo, em
uma só eleição, perdeu o controle que sempre tentou manter sobre o
Legislativo e já não é possível garantir que CPIs perigosas para ele,
como a da Petrobras, deixarão de funcionar, ou terão sua constituição
controlada pelo governo... O PT mal começa o governo já parece sem
capacidade para comandar uma base aliada que desde a eleição
presidencial dava sinais de que não caminharia unida nesse segundo
mandato".
A excitação do "imortal" da ABL decorre da sua análise de que a vitória
de Eduardo Cunha travará a gestão de Dilma Rousseff e pode representar o
declínio da "hegemonia petista". Merval Pereira torce para que o
resultado da eleição na Câmara dos Deputados gere "uma base de apoio
imprevisível para anos políticos imprevisíveis". No fundo, o "calunista"
do jornal O Globo aposta todas suas fichas na abertura de um processo
de impeachment contra a atual presidenta. Quando do anúncio do resultado
do segundo turno, em 26 de outubro passado, Merval Pereira exibiu - ao
vivo e a cores - uma cara de nádega na GloboNews. De lá para cá, ele
obra quase diariamente artigos venenosos contra Dilma. Agora, torce para
que a vitória do lobista represente o "começo do fim" do atual governo e
do PT.
As "previsões" de Merval Pereira, porém, não devem ser levadas muito a
sério. Elas expressam mais as suas paixões políticas do que análises
jornalísticas calcadas na realidade. Desde que Lula foi eleito, em 2002,
o serviçal da Globo já anunciou várias vezes o "começo do fim" do PT e
das esquerdas. Em 2006, por exemplo, ele garantiu que o líder petista
"não resistiria" à crise do chamado mensalão e que não seria reeleito.
Errou feio. Em 2010, ele vaticinou que o tucano José Serra derrotaria o
"poste" - Dilma Rousseff. Novamente, chorou pelos cantos da Rede Globo.
Na eleição do ano passado, Merval Pereira só obrou besteiras e virou
motivo de chacota nas redes sociais.
Após a morte de Eduardo Campos, ele apostou na vitória da ex-verde
Marina Silva. Dançou! Logo na sequência, ele ficou desesperado com a
possibilidade da eleição de Dilma Rousseff já no primeiro turno e fez um
apelo patético pelo "voto útil" no cambaleante Aécio Neves. No segundo
turno, a cena foi ainda mais grotesca. Merval Pereira voltou a sorrir e
ensaiou até uma festança para comemorar a eleição do tucano e o "começo
do fim" do "lulopetismo". Ao final, fez aquela cara de nádega na noite
da apuração. Neste sentido, a negociata da ABL que garantiu o título de
"imortal" ao serviçal da Rede Globo é justa. Ele merece ser
"imortalizado" pelas besteiras que escreve!
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