Sensor transcreve ótimo texto do blog Democracia & Política
Por Rogério Lessa
"Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) promoveu audiência pública para homenagear a Petrobrás pelos seus 62 anos de criação e debater o projeto [entreguista] do senador tucano José Serra (PSDB-SP), que, na prática, acaba com o regime de partilha.
"Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) promoveu audiência pública para homenagear a Petrobrás pelos seus 62 anos de criação e debater o projeto [entreguista] do senador tucano José Serra (PSDB-SP), que, na prática, acaba com o regime de partilha.
O encontro teve como
primeiro palestrante o engenheiro Raul Bergman, representante da AEPET
no Rio Grande do Sul, que apresentou várias propostas para uso do
pré-sal em favor do povo brasileiro e citou o exemplo marcante da
Noruega, que saiu da condição de segundo país mais pobre da Europa para a
condição de país mais desenvolvido do planeta.
A Noruega foi agraciada com o título de melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos últimos cinco anos apenas administrando bem o petróleo que descobriu na década de 1970, através da estatal Statoil. Além disso, a Noruega tem um fundo soberano que atingiu o montante de 900 bilhões de euros. Por outro lado, os países que entregaram seu petróleo ao cartel internacional [como quer o PSDB] estão todos na miséria: Gabão, Angola, Nigéria e outros.
No final do evento, o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, foi bastante aplaudido ao responder algumas perguntas propostas em sua palestra:
1) Por que querem o pré-sal?
A Noruega foi agraciada com o título de melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos últimos cinco anos apenas administrando bem o petróleo que descobriu na década de 1970, através da estatal Statoil. Além disso, a Noruega tem um fundo soberano que atingiu o montante de 900 bilhões de euros. Por outro lado, os países que entregaram seu petróleo ao cartel internacional [como quer o PSDB] estão todos na miséria: Gabão, Angola, Nigéria e outros.
No final do evento, o vice-presidente da AEPET, Fernando Siqueira, foi bastante aplaudido ao responder algumas perguntas propostas em sua palestra:
1) Por que querem o pré-sal?
Porque o petróleo é o
energético mais eficiente, fácil de produzir, transportar e utilizar.
Ele é responsável por 95% do transporte de pessoas e alimentos e também
responsável por 85% dos produtos petroquímicos que usamos no dia dia
(computadores, celulares, DVDs, fertilizantes e remédios, entre outras
aplicações). O petróleo não tem substituto em curto prazo.
2) Quem quer o nosso petróleo?
2) Quem quer o nosso petróleo?
Os países
industrializados, liderados pelos Estados Unidos, são profundamente
dependentes e não têm reservas de petróleo. O cartel do petróleo, que já
dominou 90% das reservas mundiais, hoje controla menos de 5% e suas
empresas podem desaparecer.
3) Como agem esses atores?
3) Como agem esses atores?
Siqueira mostrou alguns
telegramas publicados pelo 'wikileaks' que mostram como as empresas do
cartel e o consulado americano atuaram no Congresso Nacional para
impedir a lei de partilha. Mostrou uma fala de Patrícia Padral,
presidente da Chevron, que dizia “perdemos essa, mas uma lei sempre é passível de ser alterada”. Mostrou ainda que, em 2010, ao reclamar da falta de atuação do PSDB contra a lei, Serra respondeu: “Não se preocupe, se eleito, vou desmontar essa ação dos caras do PT e voltar à lei de concessão [vantajosa para a Chevron e ruim para o Brasil].” Portanto, Serra está cumprindo promessa de campanha, feita ao "seu eleitorado".
4) Quais os métodos usados?
4) Quais os métodos usados?
Conforme denúncia de Edward Snowden, ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA, a cada 72 horas uma massa de dados da Petrobrás é remetida para os “Five Eyes” (Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia).
Siqueira explicou, usando palestra da presidente Graça Foster no
Senado, que no "Centro Integrado de Processamento de Dados da Petrobrás"
trabalham 35 empresas, sendo 16 brasileiras, 14 norte-americanas e
cinco de outros países, e que a criptografia dos dados é feita por três
empresas norte-americanas. E mais: o processamento dos dados geológicos é
rodado em um software da "Halliburton" [dos EUA]..
5) Por que a Petrobrás tem que ser operadora única do pré-sal?
Entre outros motivos (a
AEPET já listou 14 razões), Siqueira apontou que só desenvolve
tecnologia quem opera e tem a retroalimentação operacional e que os dois
maiores focos de corrupção na produção mundial são o
superdimensionamento dos custos de produção, ressarcidos em petróleo, e a
medição fraudulenta da produção. Fez em seguida uma estimativa das
perdas que poderiam representar para o país se a Petrobrás não for
operadora:
É suposto que os desvios são em torno de 40% da produção. Como o pré-sal, segundo estimativa de dois professores da UERJ, tem uma reserva entre 176 bilhões e 280 bilhões de barris (228 bilhões, em média) e se os desvios são da ordem de 40%, o país perderia [se aprovadas as leis entreguistas do PSDB] 91 bilhões de barris. Como o petróleo vai voltar a US$ 100 muito brevemente, é um montante da ordem de US$ 9,1 trilhões ou, atualmente, R$ 36 trilhões."
FONTE: escrito por Rogério Lessa e publicado no site da AEPET (http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/12935/No-Senado-AEPET-defende-Pr-sal-e-Petrobrs). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].
É suposto que os desvios são em torno de 40% da produção. Como o pré-sal, segundo estimativa de dois professores da UERJ, tem uma reserva entre 176 bilhões e 280 bilhões de barris (228 bilhões, em média) e se os desvios são da ordem de 40%, o país perderia [se aprovadas as leis entreguistas do PSDB] 91 bilhões de barris. Como o petróleo vai voltar a US$ 100 muito brevemente, é um montante da ordem de US$ 9,1 trilhões ou, atualmente, R$ 36 trilhões."
FONTE: escrito por Rogério Lessa e publicado no site da AEPET (http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/12935/No-Senado-AEPET-defende-Pr-sal-e-Petrobrs). [Título e trechos entre colchetes acrescentados por este blog 'democracia&política'].
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