Por Altamiro Borges
O jornal O Globo, um dos mais excitados com a trama golpista do
achacador Eduardo Cunha, acaba de dar um verdadeiro golpe nos seus
funcionários. Segundo reportagem do Portal Imprensa, o diário da
famiglia Marinho "iniciou na tarde desta segunda-feira (7) uma série de
cortes em seu quadro de funcionários. Cerca de 30 trabalhadores foram
cortados, sendo a redação a área mais atingida, com aproximadamente 18
demitidos. Os repórteres com mais tempo de casa foram o alvo do
passaralho".
O site até tenta aliviar a barra do jornal, afirmando
que "o veículo não pretende fazer mais cortes no próximo ano. A ideia é
fazer arranjos internos para não diminuir a produção de conteúdo". Mas o
fato concreto é que o golpe foi dado e ele é bem cruel! A nova onda de
demissões sequer foi comunicada ao Sindicato dos Jornalistas do Rio de
Janeiro. Como de costume, a direção do jornal alegou que o facão
decorreu da grave crise econômica - que O Globo tanto ajuda a estimular com a sua linha editorial partidarizada, apocalíptica e irresponsável do quanto pior, melhor.
Mas Paulo Máiran, dirigente do sindicato, rejeita esta conversa fiada.
Para ela, as dispensas não têm qualquer relação com a situação econômica
do país. Elas revelam, acima de tudo, a política de corte de custos
operacionais para aumentar os lucros do Grupo Globo e a fortuna dos três
filhos de Roberto Marinho. "Há uma mudança no modelo de negócios do
jornal. Em março de 2014, Ascânio Seleme, diretor de redação do
Infoglobo, disse no congresso nacional dos jornalistas de Maceió que há
um projeto em andamento para dar fim ao Globo impresso", explicou ao
Portal Imprensa.
A dirigente sindical ainda lembra que "na mesma época vazou um relatório
que dava conta do fim da edição impressa de O Globo em cinco anos. O
que ocorre no jornal é consequência deste projeto do Infoglobo". Segundo
um levantamento do sindicato, de janeiro a setembro deste ano ocorreram
293 homologações de jornalistas demitidos no Rio de Janeiro, sendo a
maioria de ex-funcionário do Infoglobo. Ao mesmo tempo em que demite
profissionais com registro em carteira, o império global contrata
serviços terceirizados. "Isso é uma forma de precarização das relações
trabalhistas. Os mesmos funcionários continuam produzindo, mas sem os
seus direitos", afirma.
Haja golpe! E ainda tem jornalista que chama patrão de companheiro,
bajula os filhos e os prepostos de Roberto Marinho e reproduz o discurso
terrorista e golpista do Grupo Globo.
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