terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Só lembrando: "Golpe no Brasil foi tramado nos EUA"

Ribamar Fonseca (jornalista e escritor)
 
A ação da Justiça destinada a eliminar Lula da vida pública, impedindo-o de voltar à Presidência da República, não é um ato isolado, instrumentalizado pelo juiz Sergio Moro, mas parte de um plano muito mais amplo, concebido nos gabinetes do Departamento de Justiça norte-americano, abrangendo toda a América Latina e cujos sinais são vistos, além do Brasil, na Argentina, no Chile, no Peru e na Venezuela.
A eleição de Macri, na Argentina, e de Piñera, no Chile, parte desse plano, revela claramente a onda direitista que assola a América do Sul e teve o seu ponto alto no golpe que destituiu a presidenta Dilma Roussef, mas prossegue com as tentativas para derrubar Maduro, na Venezuela, e o movimento no Peru para votar o impeachment do seu presidente, Pedro Pabllo Kuczynski. O golpe do Brasil, no entanto, ainda não foi concluído, o que só se dará quando o ex-presidente operário for considerado inelegível e ficar de fora das eleições presidenciais deste ano, pois esse é o objetivo para o qual foi minuciosamente planejado após as eleições de 2014.
O golpe, na verdade, foi o plano B dos seus promotores, pois eles imaginavam vencer aquele pleito com Aécio Neves, o plano A que os eleitores brasileiros frustraram. O mesmo aconteceria na Argentina se Macri não tivesse sido eleito, ou seja, lá, em terras portenhas, o plano A deu certo, mas já enfrenta grandes problemas de sustentação. Aqui no Brasil a derrubada de Dilma era fundamental para chegar-se ao alvo principal, Lula, mas desta vez não havia clima para um golpe militar, o que levou os seus responsáveis a procurar emprestar uma cara de legalidade ao movimento golpista, usando o impeachment, previsto na Constituição, com a cumplicidade do vice-presidente , do PMDB, do PSDB, de parte do Legislativo e do Judiciário, além de empresários e da mídia. Todos estavam conscientes da inexistência de crime de responsabilidade que justificasse o afastamento da Presidenta, mas todos deram a sua contribuição para oferecer um verniz de legalidade à conspiração, de modo a convencer o resto do mundo, em especial os países que mantém relações diplomáticas com o Brasil, sobre um suposto acerto da decisão.
A espionagem da presidenta Dilma Roussef e da Petrobrás, pela Agência de Segurança dos Estados Unidos, cuja descoberta provocou ligeiro estremecimento nas relações com os americanos, foi de vital importância para a montagem do plano de assalto ao Palácio do Planalto. Não foi por acaso, portanto, que a Petrobrás foi o ponto de partida para as investigações que já estavam programadas para chegar de qualquer maneira até Lula. Não houve acaso, também, na escolha do juiz Sergio Moro para comandar a Operação Lava-Jato, considerando suas ligações com os responsáveis naquele país pelo planejamento do golpe. Ele viaja com frequência a Washington para, oficialmente, proferir palestras, mas na verdade sua finalidade seria receber instruções, conforme suspeitam observadores. A escolha de Pedro Parente para presidir a empresa estatal, por indicação dos tucanos, igualmente não foi casual. Ele é tido como um dos brasileiros integrantes da equipe de governo de FHC que só nasceram no Brasil, mas escolheram os Estados Unidos como sua pátria de coração. E vem cumprindo fielmente a missão para a qual foi colocado na Petrobrás: entregar nosso petróleo para as empresas estrangeiras e promover a privatização da empresa petrolífera nacional, dando sequência à quebra do monopólio do Petróleo, realizada por FHC, e a abertura do pré-sal para o capital internacional, projeto de outro tucano, o senador José Serra.
O pré-sal, na realidade, foi um dos motivos do golpe, diante do interesse americano em abocanha-lo, pois a principal causa mesmo foi a aproximação do Brasil, promovida por Lula, com a Russia e a China. A criação do BRICS foi a gota dágua que disparou o gatilho para a execução do plano, gerado nas terras do Tio Sam, que destituiu Dilma e pretende impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto. Os americanos ficaram preocupados com o afastamento do Brasil da sua esfera de influência e sua consequente aproximação com os seus principais rivais, pois isso fatalmente levaria os demais países da América do Sul a trilharem o mesmo caminho. Então, elaboraram um plano que incluísse, além do Brasil, também todo o continente americano, de modo a reconduzir as nações deste continente de volta ao seu aprisco. Conseguiram chegar ao poder através de eleições na Argentina e no Chile, com Macri e Piñera, respectivamente, mas não obtiveram êxito na Venezuela, onde partiram para o golpe armado, frustrado pela mão firme de Nicolas Maduro. Não vai demorar muito, porém, para que consigam derrubar o presidente do Peru, utilizando o mesmo método empregado no Brasil, o que só ainda não aconteceu porque Kuczynski fez um acordo com Fujimori, obtendo maioria no Parlamento.
A participação dos Estados Unidos no golpe do Brasil e na perseguição a Lula foi confirmada pelo subprocurador geral daquele país, Kenneth A. Blanco, que dirigia a Divisão Penal do Departamento de Justiça, durante palestra em julho passado, sobre o tema "Lições do Brasil: Crise, corrupção e cooperação global", realizado em evento denominado Diálogo Interamericano. Na oportunidade, ele deu as boas vindas a seu amigo Rodrigo Janot, ex-Procurador Geral da República do Brasil e um dos seus principais colaboradores. A informação foi publicada pelo jornal "El Clarin", do Chile, acrescentando que Blanco se felicitou pelos "resultados extraordinários" alcançados graças à colaboração do Departamento de Justiça com a operação Lava-Jato. "A cooperação entre o Departamento de Justiça e o Ministério Público brasileiro – disse Blanco – levou a resultados extraordinários. Só em 2016, por exemplo, o FBI e a Lava-Jato estiveram cooperando e se coordenaram nas resoluções de quatro casos ligados à Embraer, Rolls Royce, Braskem e Odebrecht."
Em sua palestra Kenneth A. Blanco afirmou, também, que "é difícil imaginar, na história recente, uma melhor relação de cooperação do que esta entre o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e os procuradores brasileiros. Esta cooperação nos ajudou de forma substancial com uma série de temas públicos que agora estão resolvidos e continuamos juntos em uma série de investigações". E acrescentou, em tom de comemoração, que "os procuradores brasileiros conseguiram um veredito condenatório contra o ex-presidente Lula da Silva, acusado de receber subornos da empreiteira OAS em troca de contratos com a Petrobrás". A agenda norte-americana continua sendo cumprida com a anunciada venda da Embraer para a Boeing, a entrega da base espacial de Alcântara e a
transformação de nossas Forças Armadas em polícia, um velho projeto do Tio Sam para deixar a segurança do continente com o seu exército. Os traidores da Pátria, entre eles Temer, FHC, Serra, Parente e Moro, estão concluindo, como marionetes manipulados de Washington, a tarefa iniciada no governo tucano: a entrega do Brasil aos Estados Unidos. Será que ainda existe alguma dúvida sobre a participação dos norte-americanos no golpe que derrubou Dilma Roussef, colocou Michel Temer no poder e quer impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Fux lança teses para amordaçar a blogosfera

Por Luis Nassif, no Jornal GGN. Do blog do Miro.

O primeiro ponto é considerar que Luiz Fux é um ministro que tem lado. Nos últimos tempos comportou-se como um punitivista, inclusive afirmando que Lula não deveria se candidatar em 2018. Mas arquivou inúmeras denúncias do seu lado, como foi o caso do trensalão tucano.

As ameaças que disparou pela mídia contra as fake news incluem “medidas de constrição de bens, medidas de restrição de eventual liberdade daqueles que estiverem em flagrante delito, se preparado para cometer esse tipo de estratégia deletéria”.

Sua ideia de criar uma “estrutura preventiva” aos fake news só será possível se instituir a censura prévia. Como saber antecipadamente se determinado blog irá propagar fake news antes que eles sejam publicados?

É uma declaração tão tola quanto a de seu colega Alexandre de Moraes, quando Ministro da Justiça, anunciando um plano nacional de prevenção de feminicídios – sabendo-se que a maior parte deles ocorre em ambiente doméstico. Como seria essa prevenção? Colocando PMs na casa de todos os lares potencialmente cenários de possíveis futuros feminicídios?

De qualquer modo, tem toda razão a Polícia Federal ao prever que a iniciativa de Fux levará à multiplicação de abusos, cuja responsabilidade será atribuída à PF, que cumpre a última etapa das ações repressivas.

Se Fux fosse, de fato, um Ministro preocupado com a isonomia eleitoral, trataria de discutir o papel das concessões públicas, de norte a sul comandadas por coronéis políticos e utilizadas para interferir nas eleições.

Mas é evidente que não haverá a menor preocupação com a manipulação de notícias ou a propaganda opressiva por parte da mídia convencional.

Fakenews está sendo conceituado exclusivamente como falsas notícias que brotam das redes sociais. Por isso, retira-se da conceituação todas as manipulações vindas de órgãos jornalísticos regulares.

A PF tem razão em se preocupar em delimitar a ação repressiva nessa tentativa de Fux de mover uma ofensiva contra as notícias falsas. Mas a discussão de uma lei específica abre uma enorme brecha em dispositivos constitucionais, que garantem a liberdade de expressão e proíbem a censura prévia. Por mais restritiva ao arbítrio que possa ser, uma nova lei abrirá enorme brecha que permitirá aos justiceiros da ponta montar batalhas sangrentas contra adversários políticos.

A belicosidade de Fux acontece, coincidentemente, pouco depois de matérias publicadas no GGN sobre os esquemas que imperam no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, com seu aliado Luiz Zveiter. Aliás, recentemente, fui condenado pelo TJ Rio a indenizar Eduardo Cunha por, supostamente, atacar sua imagem equiparando-a a de sonegadores. Se ocorreu essa equiparação, o correto seria ter sido processado por sonegadores, já que os crimes atribuídos a Cunha vão muito além do caixa 2.

Em suma, Fux não está preocupado com as fake news mas em fuck the News.

De José Fevereiro, do PSOL, para Marcelo Freixo ler (do Tijolaço)

Por · 08/01/2018, no blog Tijolaço.
dukeind
Do blog de José Luiz Fevereiro, dirigente nacional do PSOL e dos meus  tempos de movimento estudantil na UFRJ, a mostrar que existe vida inteligente por lá, capaz de perceber que no Brasil não há apenas uma sociedade de classes, mas de castas. E que as “instituições” são, frequentemente, a porta de entrada para o mundo da adesão ao conservadorismo e à manutenção do status quo.  A esquerda que quer ser “limpinha e cheirosa” – e isso nada tem a ver com ser honesto, mas  com ser “palatável” ao pensamento dominante – de tanto louvar as virtudes dos “homens bons” acaba por se tornar parte deles. Gabeira está aí que não me deixa mentir.

O TRF-4, o Irã , os perus e as rabanadas

José Luiz Fevereiro, em seu blog
Em 2010 o Congresso Brasileiro aprovou a lei complementar 135, a Lei da Ficha Limpa, com apoio da esquerda. De 2008 a 2010 travei o bom combate para que o PSOL não votasse a favor dessa lei. Numa sociedade de classes, reduzir direitos nunca é uma boa opção para quem defende o andar de baixo. Fiz esse debate até ser finalmente vencido em votação na executiva nacional do PSOL onde apenas contei com mais um voto além do meu, algumas abstenções e grande maioria a favor da aprovação.
Delegar a uma casta como a do judiciário o poder de supervisionar a democracia brasileira, definindo por decisões de 4 juízes, 1 de primeira instancia e 3 de segunda instancia , em quem o povo pode ou não votar nunca me pareceu uma boa ideia. A maioria do Poder Judiciário, pela sua própria origem de classe, tenderá a refletir os valores, a cultura e os interesses inerentes a essa condição. Mais de 400 mil presos provisórios, a maioria “pretos-pardos- e-pobres” em penitenciarias superlotadas são a prova quotidiana disso. Permitir restrição de direitos sem condenação transitada em julgado, exceção aberta com a Lei da Ficha limpa, mostra como a fantasia da “neutralidade das instituições” contaminou a esquerda.
Os recentes arreganhos do judiciário avançando na criminalização dos movimentos sociais eram pedra cantada. Daqui até termos sindicalistas, dirigentes de movimentos sem teto e sem terra, dirigentes de trabalhadores rurais, ativistas ambientais e quilombolas afastados das disputas eleitorais por condenações de fancaria não faltará muito. Oligarquias que controlam o judiciário dos seus estados com mão de ferro podem afastar adversários incômodos da disputa dessa forma. Se alguém tinha duvidas disso quando fizemos o debate de 2008 a 2010, o processo que Lula responde dia 24 em Porto Alegre, feito sob medida para afastá-lo da disputa eleitoral de 2018, é o “se situa” que faltava.
Toda a esquerda apoiou essa lei em 2010. Sob o aplauso fácil de um moralismo despolitizado, uma crença infantil que o judiciário seria melhor que os outros poderes da República, coisa que os fatos desmentem a cada dia, colocamos o escrutínio do povo sob tutela do único poder que não responde diretamente a ele porque não é eleito mas concursado, composto portanto pela “meritocracia” tal qual ela existe nestes trópicos.
No Irã, o Conselho de Guardiães, composto por 6 clérigos xiitas indicados pelo Grão  e 6 juízes indicados pelo parlamento, decide quem pode e quem não pode ser candidato. No Brasil 4 juízes terão essa prerrogativa. É menos plural.
Naqueles dias de maio de 2010, os perus votaram pela antecipação do Natal.
As primeiras rabanadas serão distribuídas dia 24 em Porto Alegre.

Se a chefe de gabinete do TRF fosse petista?

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Daniela Lau, chefe de gabinete da presidência do TRF 4, quer Lula preso
Uma dúvida.

E se a chefe de gabinete da presidência do TRF 4 - militante virtual que pedia, entre outras coisas, a prisão de Lula num abaixo assinado - fosse de esquerda? Mais: e se fosse petista?

Daniela Tagliari Kreling Lau usou seu Facebook para postar propaganda do MBL, da Escola Sem Partido e de outras bandeiras.

E se ela divulgasse, por exemplo, vídeos do MST? Ou discursos do senador Lindbergh Farias?

Desnecessário dizer que, a essa altura, Daniela já teria sido crucificada pela mídia e exonerada por seu chefe, o presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz.

Seria acusada de fazer parte de algo que desapareceu desde o golpe: o aparelhamento do país.

Nas administrações petistas, esse bordão foi martelado todo dia. O PT havia aparelhado o Brasil. O falecido Arnaldo Jabor chegou a dar números.

“Nunca antes se roubou em nome de um projeto político alastrante em todos os escaninhos do Estado, aparelhado por mais de 30 mil militantes”, afirmou em 2014.

Quando o perfil de Miriam Leitão na Wikipedia foi alterado por um desocupado, o Globo decretou que era coisa de “um bode expiatório da militância petista” que tomou conta do governo.

Ainda hoje essa tecla continua a ser acionada pelos suspeitos de sempre.

Num artigo psicótico para a Folha, há duas semanas, Luiz Felipe Pondé escreveu que, se Lula for eleito em 2018, “o Poder Judiciário, já em grande parte na mão da ‘malta’ do PT, servirá ao partido de forma sincera e submissa”.

Vê-se agora, com casos como os de Daniela e de Ivanice Grosskopf, diretora da secretaria da 13a. Vara Federal de Curitiba e braço direito de Sergio Moro, que quem aparelhou as instituições da Justiça não foram os demônios lulistas, dilmistas e socialistas.

Foram os amigos. Portanto, não se trata de aparelhamento, mas de manifestações legítimas de cidadãos de bem.

Artigo do extrema esquerda Gregório Duvivier

Meu avô nasceu em Copacabana, em 1916, e morou na mesma casa por muitos anos, enquanto o bairro mudava ao redor.

"O Edgar nasceu num lugar distante", dizia o Millôr, "tempos depois passou a morar num subúrbio, hoje mora no bairro mais denso da cidade, e tudo isso sem mudar de endereço. As coisas é que foram chegando."

Lembrei disso quando vi Lula e Bolsonaro naquela matéria da "Veja": "Os extremos que espantam". Entendo perfeitamente que Bolsonaro seja visto como um extremista, e entendo que ele espante.

O sujeito passa os dias fazendo apologia da tortura e da estatização do nióbio. Quer dizer, nem sempre. Às vezes, faz o contrário: defende a estatização da tortura e faz apologia do nióbio.

O que não entendi foi o Lula ali no meio. Aliás, no meio, não. À esquerda, claro, com o olhar vidrado de quem vai comer seus bebês.

Lula só é de extrema esquerda num país que foi parar na extrema direita. Lula, todos sabemos, tá no extremo centro, e isso não é uma defesa. Queria muito que fosse o candidato disruptivo que a "Veja" acha que ele é —mas nada indica que ele será.

Alguns dirão: "Lula migrou pra esquerda depois do impeachment". Não percebi. Lula, nos últimos meses, não se filiou ao PCO nem foi criar uma creche parental no meio do mato nem saiu por aí quebrando caixa eletrônico.

Ao contrário: nos últimos meses, abraçou Renan Calheiros, defendeu Sérgio Cabral e continuou dando indícios de que vai praticar a realpolitik, que é uma palavra alemã pro nosso toma-lá-dá-cá.

O país é que andou muito pra direita, e a bússola política ficou mais perdida que Uber sem Waze. Você deve ter percebido isso. Se ficou paradinho nos últimos dez anos, é muito provável que tenha se descoberto um sujeito de extrema esquerda.

A prova disso é a Globo, que sem qualquer mudança editorial, passou de emissora imperialista neoliberal a canal comunista bolivariano. Há, inclusive, quem chame esse jornal que você tem em mãos de Foice de S. Paulo.

Hoje, no Brasil, se você acredita em direitos trabalhistas, se você é contra uma condenação sem provas de um candidato à Presidência, se você acha que a ditadura militar no Brasil cometeu excessos, se você ainda acredita que foi uma ditadura, más notícias: você se tornou um extremista.

No subtítulo, a capa da "Veja" defendia a candidatura de figuras "ao centro", como Henrique Meirelles e Luciano Huck. Nosso centro foi parar bem longe.

Julgamento de Lula: o Brasil precisa tremer

https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fjornalggn.com.br%2Fnoticia%2Fjulgamento-de-lula-o-brasil-precisa-tremer-por-aldo-fornazieri%23.WlNI2HvpaHA.facebook&h=ATMRoZqUAMRpQqbn0OS3cLu0EM1NIZNneF_QatgppZyjPWCD847hJnhT024qVTjCyfB-8QhkPeYX6ueMfkdsRJdQ2cmcz1tTQEsNTKNG4mFPR5jVkfjobaZJ6Y06-Pl1AAHHqmC9GQ7CEg0PcSt9tc9pW26ZeSo23_pkwU5iccfbyL4FhDr9qmiWf8aTzgdQqpixOi9gm-Ey_2qavQJbXOY_93OWXtpBls3dzWgaCdRUVm-gpLcDzPm1kEaVTi0qWUqlUmVMvYzew3NsyqDtV8wuC6fYJjA8GBXZDfg7XyXaKA

domingo, 7 de janeiro de 2018

MBL fará provocações no julgamento de Lula

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O Movimento Brasil Livre (MBL) anuncia que vai “chamar uma manifestação”, com instalação de telão na Avenida Paulista para acompanhar o julgamento do ex-presidente Lula no próximo dia 24 de janeiro, em Porto Alegre, no Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4).

“Ainda são apenas ideias, mas o MBL pensa sim em chamar uma manifestação para o dia do julgamento. Colocar um telão para acompanhar o que acontece em Porto Alegre é uma opção. Tudo vai depender do engajamento das pessoas”, disse o youtuber Arthur do Val, do canal “Mamãe Falei”, designado pelo MBL para falar sobre o tema com a imprensa.

O grupo também estuda a possibilidade de realizar alguma manifestação em Porto Alegre. “Vai depender muito do engajamento por lá, mas ao menos transmissões ao vivo pela internet de tudo o que estiver acontecendo nos arredores do tribunal nos iremos fazer”, afirmou do Val.

O Blog apurou que a ideia é provocar os militantes pró Lula para que reajam e, assim, deem desculpa para a polícia prendê-los e dispersar sua manifestação.

Por outro lado, apesar de a polícia gaúcha não querer falar sobre o assunto, correspondente do Blog em Porto Alegre procurou o comando da PM. Informações da extra-oficiais da assessoria são de que a polícia está em clima diferente.

Devido à má repercussão do pedido do prefeito da capital gaúcha ao Exército para que reprima os manifestantes, haverá muita atenção internacional sobre o caso e cenas de espancamento de manifestantes pró Lula pela polícia certamente espalhariam uma imagem pelo mundo que os golpistas não querem.

Contudo, a provocação do MBL pode causar uma guerra campal, sobretudo em Porto Alegre.